Gertraud von Bullion - Eu
quero servir: Servir naquele contexto onde Deus a colocou. Uma situação que
ficou na história, mas ainda assim permite entender a forma toda peculiar de
servir e humanizar as relações humanas onde reina ódio e depreciação da vida
humana.
“Com toda
a dedicação de seu coração inteiramente abnegado, Gertraud foi enfermeira dos
alemães feridos de guerra. Esta função correspondia às tradições da sua
família, ao seu entusiasmo patriótico, ao seu grande impulso para a ação e a
inclinação profundamente religiosa da sua alma; querer servir. Durante cerca de
quatro longos e difíceis anos, ela manteve-se no duro serviço da guerra. Nenhum
trabalho era para ela insignificante ou demasiado. Podia-se vê-la a sacudir no
pátio cobertores incrivelmente cheios de pó e a trabalhar com o pano do pó e
com esponja. Ao serviço da pátria, ela contraiu o bacilo da doença encoberta,
que mais tarde havia de ceifar sua vida no pleno vigor da idade. A pátria
agradeceu-lhe, pelo menos na medida em que reconheceu que a doença dela foi
consequência da guerra. Várias distinções da Cruz Vermelha foram uma
manifestação externa de visível reconhecimento. Muito mais valiosa foi a da
recompensa interior.” LAUER, Nikolaus. Gertraud von Bullion: Serviam – resposta
de amor, Lisboa: Paulus 2009, p. 71)